Dermatologia Clínica

Câncer de Pele

O câncer de pele é um tumor formado por células da pele que sofreram alterações e multiplicaram-se de maneira desordenada e anormal dando origem a um novo tecido, a neoplasia. Entre as causas que predispõe ao início desta transformação celular aparece como principal agente a exposição prolongada e repetida à radiação ultravioleta do Sol, e as demais como: radiação ionizante, intoxicação por produtos do alcatrão (como por exemplo o cigarro) e arsênicos e também por danos causados pela baixa imunidade. O tratamento depende do tipo de câncer, a localização do câncer, idade do paciente, e se o câncer é primário ou um retorno. Para tumor de baixo risco, a radioterapia externa ou braquiterapia, quimioterapia tópica (com imiquimod e 5-fluorouracil) e crioterapia (congelamento do cancro desligado) pode proporcionar um controle adequado da doença; ambos, no entanto, podem ter cura em geral inferior as taxas de certo tipo de cirurgia. Outras modalidades de tratamento como a terapia fotodinâmica, quimioterapia tópica, eletrodissecção e curetagem podem ser adotados, assim como a Cirurgia micrográfica de Mohs.

  • Carcinome basocelular: O mais comum e menos agressivo.  Quase sempre aparece no rosto, pescoço ou braços, pois são áreas altamente expostas à luz solar. Os carcinomas basocelulares são originários da epiderme e dos apêndices cutâneos acima da camada basal, como os pêlos, por exemplo. Possui altos índices de cura, principalmente devido à facilidade do diagnóstico precoce.
  • Carcinoma espinocelular: Comumente se apresenta como uma área vermelha, com crostas ou escamosa ou inchada. Muitas vezes, um tumor de crescimento rápido que pode ser doloroso. Assim como o basocelular, geralmente não se espalha para outras áreas do corpo. É de fácil diagnóstico e por isso tem altos índices de cura.
  • Melanoma: A aparência comum é de uma área assimétrica, com bordas irregulares, variação de cor e frequentemente maior que 6 mm de diâmetro. Representa cerca de 5% dos casos de câncer de pele. É mais comum em mulheres e em indivíduos de cor branca. Quanto menor e menos espesso melhor as chances de cura.